• Alckmin lança 1ª Parceria Público-Privada do País para linha 4 do metrô

    “Investimentos darão maior velocidade de implantação a Linha 4”, afirma a deputada Analice Fernandes.

    O governador Geraldo Alckmin assinou e publicou o edital da 1ª PPP – Parceria Público-Privada do país, que tem como objetivo a implantação da Linha 4 – que vem da Luz até a Vila Sônia. Na parceria, caberá ao setor privado o investimento na compra dos trens e dos sistemas operacionais e equipamentos – sinalização e controle, telecomunicações móveis e supervisão e controle centralizado, além da operação comercial da nova linha, por concessão, por um período de 30 anos.

    A previsão de investimento é de US$ 340 milhões. A esses recursos somam-se outros US$ 922 milhões do Tesouro do Estado, aplicados em infra-estrutura, obras civis e sistemas de alimentação elétrica, telecomunicações fixas, arrecadação, ventilação e escadas rolantes.

    "Nada substitui o dever do Estado, que é o investimento público. São Paulo vai investir no ano que vem R$ 9,1 bilhões. Mas precisamos complementar esse investimento com recursos privados. Não é substituir, mas acrescentar", ressaltou Alckmin.

    Para a deputada Analice Fernandes a PPP – Parceria Púbico-Privada irá diminuir o tempo para que a Linha 4 entre em operação. “A PPP trará maior fôlego ao Estado, e está sendo feita em um setor essencial para o desenvolvimento não só da capital, mas de toda região metropolitana – a área de transporte sobre trilhos”, afirmou a deputada.

    “Mais uma vez o governador sai na frente dando mostras de competência administrativa e gerencial”, afirma Analice.

    A previsão é que a Linha 4 custe US$ 1,262 bilhão, ou cerca de R$ 3,2 bilhões. Desses, R$ 2,3 bilhões em investimentos do Governo  são financiamentos do Banco Mundial e JBIC e recursos do Tesouro paulista e R$ 850 milhões em investimentos privados.

    Estado definirá a tarifa
    Alckmin também lembrou que o Estado continuará sendo responsável pela definição do preço da tarifa do Metrô para os usuários.

    De acordo com o edital, a frota da nova linha deverá ter, inicialmente, 14 trens com seis carros cada, para atender a cerca de 704.000 passageiros diariamente na primeira fase de operação. Na segunda etapa, serão mais 15 trens, para atender cerca de 970.000 pessoas diariamente.

    A proposta vencedora será aquela que oferecer, além dos investimentos de US$ 340 milhões, exigir a menor contraprestação pecuniária do Estado. "Vai ganhar a concorrência quem desonerar mais o Estado", explicou o governador.


    Linha da Integração
    A Linha 4 – Amarela do Metrô, que liga a Luz à Vila Sônia e, posteriomente, deve se prolongar até o município de Taboão da Serra, é conhecida como Linha da Integração. Isso porque ela fará a interligação das três linhas de Metrô já existentes – Linha 1 – Azul (Jabaquara-Tucuruvi), Linha 2 – Verde (Ana Rosa-Vila Madalena) e Linha 3 – Vermelha (Barra Funda-Corinthians-Itaquera), e à malha ferroviária da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além de ônibus que circulam na capital e intermunicipais.

    O traçado na nova linha, que será todo subterrâneo, ligará a área central de São Paulo, no bairro da Luz, à região Sudoeste da Grande São Paulo, no bairro de Vila Sônia e município de Taboão da Serra. Passará por eixos viários importantes, como a Avenida Ipiranga, Praça da República, Rua da Consolação, avenidas Paulista (cruzamento), Rebouças, Faria Lima (cruzamento) e Francisco Morato, além dos bairros da Luz, Cerqueira César, Pinheiros, Butantã (proximidades da Cidade Universitária – USP), Morumbi e Vila Sônia, até chegar ao município de Taboão da Serra.

    A segunda etapa da obra prevê o acabamento das três estações intermediárias, a construção de mais duas estações (Morumbi e Vila Sônia) e o prolongamento para Taboão da Serra, com operação por ônibus sem cobrança de tarifa adicional.

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