• Alex Manente, Vitor Sapienza e Analice Fernandes

    Analice participa da prestação de contas da Secretaria de Habitação 2006/2010

    Em cumprimento à determinação da Emenda Constitucional 27/2009, que estabelece a obrigatoriedade dos secretários estaduais prestarem contas semestralmente à Assembleia paulista, o secretário estadual da Habitação, Lair Krähenbühl, esteve na reunião da Comissão de Serviços e Obras, nesta terça-feira, 23 de novembro, para apresentar aos deputados as ações implementadas pela secretaria e pela Companhia Paulista de Desenvolvimento Urbano (CDHU), durante o período 2006 a 2010.

    A deputada Analice acompanhou a audiência e fez perguntas ao secretário referente aos investimentos habitacionais na região metropolitana de São Paulo.

    Alex Manente, Vitor Sapienza e Analice Fernandes

    Os deputados aproveitaram a ocasião para esclarecerem dúvidas quanto às ações para atender o déficit habitacional no Estado, interação entre Estado, municípios e União para solucionar tal demanda, recursos orçamentários da pasta, a formação do conselho Estadual de Habitação e quanto ao deslocamento de pessoas, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, em consequência das obras realizadas com vistas à realização da Copa do Mundo de 2014, incluidas aí as ligadas ao Rodoanel trechos leste e norte.

    Lair Krähenbühl defendeu que o Estado e a União apliquem seus recursos orçamentários destinados à Habitação em projetos direcionados para a população de baixíssima e baixa renda. Ele criticou que verbas do Fundo de Garantia e da Poupança sejam investidos em reformas de condomínios de alto padrão. Segundo ele, mais da metade desses recursos são aplicados em imóveis em bairros como Higienópolis. O secretário sugeriu que os fundos de pensão, como os do Banco do Brasil e da CEF, atendam a demanda de moradia de seus funcionários.

    O secretário apresentou slides dos diversos programas implementados pela CDHU, de 2006 a novembro de 2010, com a estatística do avanço dessas realizações ao longo desse anos. Ele afirmou que, ao assumir a pasta, havia uma inadimplência de 35% dos mutuários, porcentagem reduzida aos 23% atuais, após levantamento dos contratos de gaveta feitos pela diretoria pertinente ao assunto e ação organizada em parceria com a Defensoria Pública. "Foram chamados um a um, verificada a situação, se morava no imóvel ou não, se podia pagar ou não. Os que não podiam, reclassificamos como permissionários de uso, e, desde que possam pagar, retornam à condição de proprietários", explicou.

    Casas com melhor qualidade
    A mudança nas características habitacionais das unidades dos conjuntos da CDHU foram outro destaque do secretário. Krähenbühl disse que a secretaria está promovendo um concurso entre arquitetos, em âmbito nacional, para modernizar as faixadas das casas a serem construídas pela CDHU. "Queremos mudar a cara da companhia", declarou. Além disso, o engenheiro explicou as novas medidas adotadas pela CDHU quanto ao tamanho dos imóveis, privilegiando a acessibilidade, a sustentabilidade e a realidade das famílias dos mutuários. "A crescente cohabitação é uma realidade, há muitos aposentados sustentando familiares mais jovens, e é nosso dever atender a isso. Por isso, pensamos no terceiro quarto. Não é um luxo, como pensam alguns, é uma necessidade da população". Ele elogiou a maturidade dos movimentos sociais de moradia e disse estar orgulhoso do que a secretaria e esses representantes construíram juntos desde 2006.

    o secretário estadual da Habitação, Lair Krähenbühl

    O déficit habitacional em São Paulo é, conforme dados da secretaria, de 1,217 milhão de moradias, a maioria nas regiões metropolitanas (730 mil só na da capital), e 340 mil no restante do Estado. "O dinheiro do Estado nunca será suficiente (para zerar esse déficit), enquanto não melhorar o poder aquisitivo da população. Seria necessário construir uma casa por minuto (para atender a demanda)", esclareceu o secretário.

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