• Governador Alckmin e Analice Fernandes vistoriam linha 4 do Metrô

    O governador Geraldo Alckmin, acompanhado da deputada estadual Analice Fernandes, do secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e do presidente da Companhia do Metrô, Luiz Carlos David, vistoriou o primeiro encontro de túneis da Linha 4 do Metrô, no Butatã. O encontro das escavações ocorreu sob a rua Pirajuçara, entre as avenidas Vital Brasil e Waldemar Ferreira, no Butantã, onde se localizam as duas frentes de obras.

    O governador uniu os fios que explodiram as rochas e logo após as detonações foi feito uma visita técnica. Para a deputada Analice Fernandes a linha 4 do metro mudará todo o transporte da região sudoeste da grande São Paulo.

    “A linha 4 é um sonho de toda a nossa região, que está sendo concretizado pelo governo Geraldo Alckmin”, disse Analice.

    As escavações estão onde será a futura estação Butantã. Com 34 metros de diâmetro e 36 metros de profundidade, estão sendo realizadas na quadra entre a avenida Vital Brasil e as ruas M.M.D.C., Camargo e Pirajuçara. Já o poço Waldemar Ferreira fica no canteiro central da avenida Waldemar Ferreira (entrada da Universidade de São Paulo – USP), esquina com a rua Pirajuçara.

    Detonações controladas
    Com o objetivo de agilizar os trabalhos de escavação em rocha e garantir a segurança dos trabalhadores da obra, o Metrô utiliza-se de uma perfuratriz com quatro braços chamada de “jumbo”, com capacidade para perfurar rochas com muito mais rapidez e precisão para a colocação de explosivos. Neste trecho, as escavações, tanto dos túneis de via como do corpo da estação Butantã, são realizadas através de detonações controladas, com a utilização de explosivos. As detonações controladas são realizadas diariamente entre 8 e 21 horas.

    Neste trecho já foram retiradas 76 mil toneladas de rochas, o correspondente a 5220 viagens de caminhões basculantes. Parte dessas rochas está sendo utilizada para aterro do trecho de transição, na entrada do pátio Vila Sônia.

    Na estação Butantã, já foram iniciadas as escavações do túnel em direção Sul , sentido poço de serviço Três Poderes, em direção à Vila Sônia.

    26 frentes de trabalho
    Iniciadas em 2004, as obras civis da Linha 4 do Metrô, que interligará a Vila Sônia, ao bairro da Luz, no centro da cidade, desenvolvem-se em toda a sua extensão de 12,8 quilômetros subterrâneos. Ao todo são 26 frentes de trabalho, que vão do Pátio Vila Sônia à futura estação Luz da Linha 4, que está sendo construída ao lado da estação Luz da Linha 1 (Jabaquara-Tucuruvi). As obras estão a cargo dos consórcios “linha Amarela” e “Via Amarela”, constituídos pelas empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Alstom e Siemens.

    A deputada Analice Fernandes conseguiu que a estação da Vila Sônia fosse incluída ao projeto, que só previa o pátio de manobras. O metrô já planeja colocar ônibus gratuitos que farão o trajeto ente a Estação Vila Sônia e Taboão da Serra.

    Dezembro de 2008
    A operação comercial da primeira etapa dessa linha, chamada de “Linha da Integração”, está prevista para dezembro de 2008, com uma frota de 14 trens (de 6 carros cada um). Nessa etapa, a linha vai operar os 12,8 quilômetros de vias e seis estações prioritárias, Butantã, Pinheiros, Faria Lima, Paulista, República e Luz, que farão integração física e tarifária com todas as linhas do Metrô (linhas 1, 2 e 3, respectivamente, nas estações Luz, Paulista e República) e ligação indireta com a Linha 5 (Capão Redondo – Largo Treze), através da Linha “C” da CPTM, na estação Pinheiros (e acesso posterior na estação Santo Amaro).

    A estação Butantã terá terminal de ônibus urbano para receber as linhas intermunicipais da região Sudeste da metrópole, além das linhas da Cidade Universitária da USP. Já a estação Faria Lima será fundamental para a revitalização urbana da área dos largos da Batata e Pinheiros.

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