• Analice na Comissão de Saúde da Alesp.

    Vídeo emociona deputados da Comissão de Saúde

    Na véspera de se comemorar o Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado em 12 de junho, a Comissão de Saúde se emocionou com o vídeo exibido pela ONG Pequenos Corações explicando o que é, como e quais as expectativas dos recém-nascidos cardiopatas. Pelo que se tem conhecimento, somente no mês de maio, três bebês faleceram em decorrência da doença. Lucas, Rafaela e Maria Clara tinham um dos 40 tipos de cardiopatia congênita, uma doença que tem incidência oito vezes maior que a Síndrome de Down.

    Analice na Comissão de Saúde da Alesp.

    Conforme a representante da ONG Pequenos Corações, Marcia Adriana Rebordões, de cada cem bebês nascidos no Brasil anualmente um é cardiopata. Nesse universo de 23 mil bebês, 80% deles necessitam de cirurgia, mas 13 mil não recebem o tratamento adequado (seja por falta de orientação dos pais, ausência de diagnóstico, falta de infraestrutura hospitalar ou por omissão do poder público).

    Para a deputada Analice Fernandes é muito relevante o trabalho feito pela ONG Pequenos Corações. “A informação é muito importante porque é possível iniciar o tratamento no útero materno”, afirmou.

    Legislação

    Para mudar esse quadro, a Assembleia legislativa aprovou, em 4 de junho, a Lei que obriga todas as maternidades do Estado, públicas ou privadas, a fazer o Teste do Coraçãozinho (exame de oximetria de pulso) em todos os recém-nascidos após as primeiras 24 horas de vida e antes da alta hospitalar.

    A oximetria de pulso é um exame indolor, utilizado para medir os níveis de oxigênio no sangue. Sendo detectada alteração na oximetria, a investigação de problema cardiológico é então aprofundada. Nas maternidades onde é realizado o exame, os recém-nascidos passam pela análise de saturação do oxigênio no sangue, e se for detectado oxigênio abaixo de 95% é realizado ecocardiograma para investigar a existência de cardiopatia congênita.

    Com o objetivo de sensibilizar o governo, um grupo de pessoas, entre eles familiares da recém-nascida Antonia vieram à comissão para pedir sua imediata transferência. Caso a paciente não seja transferida, ela pode não resistir. "O governo pode e deve pagar pela vaga da Antonia, que é um em meio a tantos casos graves de cardiopatia", disse Marcia Adriana.

    Agenda da comissão para as próximas sessões

    Cleonice Ferreira Ribeiro, vice-presidente do SindSaúde, falou sobre a reunião dos representantes do sindicato com os secretários da Saúde, Giovanni Guido Cerri, e de Gestão Pública, Davi Zaia, realizada na segunda-feira, 10 de junho, na Secretaria da Saúde.

    Há 42 dias em greve, os servidores não receberam contraproposta do governo para a reivindicação de reposição salarial de 32,2%. Entretanto, Cleonice Ribeiro disse que o governo ofereceu R$ 0,48 de aumento por dia no vale refeição, passando dos R$ 8 para R$ 8,48 (o pleito é de R$ 26,22 por dia). Os servidores voltaram a ocupar as galerias no plenário Juscelino Kubistschek na tarde de 10/6, com a promessa de a greve continuar.

    A Comissão de Saúde realizará, em 27 de junho, às 9h, no auditório Franco Montoro, audiência conjunta com a Comissão de Direitos Humanos para tratar da falta de médicos no Estado. Devem participar representantes de todas as esferas dos governos.

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