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      Secretário adjunto Wilson Pollara, deputada Analice e secretário de Saúde David Uip.

    • 201502-24

    Secretário David apresenta balanço da Saúde de 2014

    A deputada Analice Fernandes participou a exposição feita pelo secretário de Saúde, David Uip a Comissão de Saúde, dia 24 de fevereiro, na Assembleia Legislativa. O secretário apresentou aos parlamentares uma radiografia detalhada dos programas, ações e projetos que têm sido desenvolvidos e os que estão previstos para 2015.

    Para Analice a pasta da saúde é uma das mais complexas do Estado, e a gestão de David Uip tem primado pela eficiência. “A Secretaria tem avançado muito, mesmo em meio à crise de recursos financeiros. O David Uip tem primado pela qualidade da assistência e pela desburocratização dos processos administrativos. O resultado é um serviço mais eficaz oferecido na ponta”, avalia a deputada Analice.

    Antes de anunciar os números que demonstram a produção hospitalar e ambulatorial da rede própria, conveniada e do SUS, Uip expôs dados das regiões metropolitanas de São Paul, Baixada Santista, Campinas e Vale do Paraíba: 645 municípios no Estado, sendo 401 com menos de 20 mil e três com mais de um milhão de habitantes; população total de 44 milhões, com índice de urbanização próximo de 96%; expectativa de vida de 75 anos (para a mulher). Ao traçar esse primeiro panorama do Estado paulista, o próprio secretário reconheceu que a estrutura de sua secretaria, com 200 mil servidores, para atender ao Estado, é ultrapassada e burocrática, “o que faz com que as decisões cheguem à ponta muitos meses depois”.

    Ao falar sobre a aplicação de recursos de sua pasta, Uip disse que em 2014 a Saúde executou 12,46% do orçamento do Estado, lembrando que neste ano, a arrecadação menor resultará em “grande desafio”. Entretanto, não descartou “avanços” em programas já consagrados como o Mulheres de Peito, de prevenção ao câncer da mama; o hospital de referência em atenção ao homem; o Visão do Futuro, direcionado às crianças; e o Vale a Pena Ver de Novo, que prevê a distribuição gratuita de óculos para idosos. Sobre complexos hospitalares, Uip fez menção à compra do hospital Panamericano, que será específico para tratamento de traumas, tão comuns em acidentes com motociclistas. Não terá leitos de internação e funcionará concomitantemente à remoção aérea, “tanto que já compramos dois helicópteros para essa finalidade”, informou.

    O secretário anunciou também mudanças nos serviços do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Grupo de Atendimento e Resgate às Urgências (Grau). Esses dois serviços passarão a atuar juntos.

    A situação da Santa Casa

    Ao abordar a situação da Santa Casa, Uip explicou detalhes do ocorrido em 2014. “O provedor daquele hospital havia solicitado um repasse adicional de R$ 50 milhões. Entretanto, sabendo que o problema não poderia ser financeiro em virtude do repasse de 2,7 a 2,9% da tabela do SUS, que somava R$ 34 milhões por mês, propusemos ao governador uma auditoria mista, envolvendo ministério da Saúde, Conselho Estadual da Saúde e servidores da secretaria. E outra auditoria externa. O resultado foi a dívida de R$ 828 milhões”.

    Uip informou que o novo provedor e superintendente da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo apresentaram documentos e garantia de um imóvel no valor de R$ 72 milhões, razão pela qual estudam a liberação de um repasse.

    Judicialização da Saúde

    Segundo Uip, o número de cidadãos que procura remédios do SUS tem aumentado; ao mesmo tempo, o medicamento está mais caro porque os insumos são importados e acompanham a valorização do dólar. “Há medicamentos similares, mas os médicos têm por hábito indicar os últimos lançamentos. Muitas vezes somos obrigados a comprar remédios que nem foram ainda aprovados pelas agências internacionais. Mas, se o paciente entra com uma ação e ganha, o Estado é obrigado a comprar”. Uip citou o exemplo da insulina inalada, “um avanço, mas a preço proibitivo”, e o do medicamento para a hepatite C. “Dois e meio por cento da população brasileira tem essa doença e o medicamento custa 150 mil dólares. O Ministério da Saúde vai aprovar a compra, mas enquanto isso não acontece, o Estado sofre a judicialização”, lamentou.

    O secretário assinalou que esse tipo de dificuldade tende a aumentar porque a população está vivendo mais, houve mudanças no perfil epidemiológico, na característica das doenças, e a sobrevida é maior.

    O perigo da dengue

    “Perdemos a oportunidade de agir e estamos pagando o preço”, resumiu Uip ao abordar a disseminação da dengue no Estado. “Hoje não é só a dengue, temos também a chicungunha”, afirmou, referindo-se à doença viral até recentemente restrita África, à Ásia Oriental e à Índia. Lembrou que a dengue aumenta dia a dia no país inteiro e que o grande problema encontra-se no diagnóstico. “Temos de ter equipes clínicas mais bem treinadas”, alertou.

    “Todo mundo tem de fazer a lição de casa”, disse, lembrando que lida com dengue há 40 anos, por ser infectologista. Comentou que no ano passado, a secretaria da Saúde organizou uma reunião com todos os secretários de saúde municipais e prefeitos para alertar sobre a dengue, “que não é mais doença temporária, está no nosso cotidiano”. Após afirmar que “Limeira é complexa”, frisou que 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências. E repetiu a recomendação oficial: a necessidade de convencimento da população para ações de prevenção.

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