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      Secretário de Saúde, David Uip

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      Deputada Analice.

    Deputada Analice cobra mais leitos de UTIs para o HGP

    A deputada estadual Analice Fernandes, membro da Comissão de Saúde e segunda vice-presidente da Assembleia, falou sobre a importância de aumentar o número de leitos de UTI – Unidade de Tratamento Intensiva-, no Hospital Geral do Pirajussara. A parlamentar pediu ao secretário estadual da Saúde, David Uip, que estudasse esta possibilidade.

    David Uip compareceu à Comissão de Saúde, para apresentação do Relatório Quadrimestral de Gestão do SUS e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária, dia 16 de junho.

    O HGP tem 90% de seu atendimento voltado para moradores de Embu das Artes e Taboão da Serra, e 10% para pacientes da região. Hoje o número de leitos de UTI é insuficiente, tanto assim, que o prefeito Fernando Fernandes acabou por ter que implantar 10 leitos no Pronto Socorro Municipal. Porém a responsabilidade de leitos de UTI é do Estado e do governo Federal, e não do município”, explica a deputada Analice.

    O Hospital Geraldo do Pirajussara conta com 280 leitos, sendo 10 de UTI adulto, e 5 de UTI pediátrica.

    David Uip reconheceu a necessidade e afirmou que a região precisaria de um novo Hospital, e que estudos preliminares neste sentido precisariam ser feito.
    O secretário abordou a mudança epidemiológica por que passa a população brasileira, que está vivendo mais e que, portanto, demanda mudanças no atendimento. Outro problema é o contingenciamento do orçamento da pasta, de R$ 403 milhões, que obrigaram a cortes em alguns setores, como medicamentos e publicidade.

    Um dos destaques feitos por Uip é o Projeto BID, que injetará US$ 380 milhões e possibilitará a construção de cinco hospitais. Haverá também aperfeiçoamento de mecanismos de controle, informatização e capacitação de recursos humanos com apoio das universidades. Ainda, através de PPPs, serão construídos mais três hospitais regionais. Ele ressaltou, porém, que nenhuma outra obra será feita se não houver recursos, sendo que a prioridade é o término das que já estão em curso.

    O secretário falou que, embora 42,5% dos paulistas tenham plano de saúde, tem aumentado a procura pelo serviço público de saúde devido ao aumento do desemprego. Ele apontou ainda o problema do excesso de procura de hospitais por pacientes que poderiam ser recebidos em atendimento básico e preventivo.

    Judicialização
    O fornecimento de medicamentos, geralmente de alto custo, demandado por via judicial é outro problema sério na opinião de David Uip, pois consomem recursos que poderiam ser mais bem utilizados em atendimentos básicos. Isso, continuou o secretário, é “uma inversão dos desígnios do SUS, pois quem pode entrar com ações na Justiça são os que têm dinheiro para isso“.
    O secretário informou que haverá outra grande demanda financeira e ações judiciais: um medicamento novo, que tem índice de cura de 98% dos casos de hepatite C, mesmo em casos avançados. Embora de alto custo, cerca de R$ 9 mil por paciente, esse índice de cura é financeiramente compensador, pois evita procedimentos muito caros como transplantes. A doença atinge 800 mil paulistas.

  • 21 de maio será o Dia Estadual da Conscientização da Hipercolesterolemia Familiar

    Projeto de Lei foi apresentado pela deputada estadual Analice Fernandes na Assembleia Legislativa

     Um projeto de lei que acaba de ser publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo prevê a criação do Dia Estadual da Conscientização da Hipercolesterolemia Familiar. A iniciativa é da 2ª vice-presidente da Assembleia, deputada estadual Analice Fernandes que tem como objetivo alertar a população paulista sobre a existência da doença, que muitas vezes, passa despercebida.

    A data, 21 de maio, foi escolhida em homenagem da deputada Analice à Associação de Hipercolesterolemia Familiar – AHF. Analice, que é enfermeira e membro da Comissão de Saúde, se sensibilizou com a causa que provoca infartos e AVCs precoces por se tratar de uma doença sem sintomas.

    A Hipercolesterolemia Familiar (HF) ainda é pouco conhecida e basta medir o colesterol para que o médico ou a próprio paciente saiba se há indícios e se é preciso investigar um pouco mais“, conta a parlamentar. A cada 200 pessoas uma tem a doença, mas muitos diagnosticados com colesterol elevado não sabem que são portadores de HF e acreditam que estão apenas com os níveis de colesterol acima do recomendado.

    Para o presidente da Associação de Hipercolesterolemia Familiar – AHF, André Luís Batista Pereira, a data temática será essencial para campanhas em todo o Estado. “Temos promovido em várias cidades dosagens de colesterol gratuitas e iremos ampliar parcerias para oferecer mais ações para a população”, adianta Pereira. Ele, que é portador da doença, soube que tinha HF ao sofrer um infarto aos 28 anos. Atualmente duas irmãs e uma sobrinha de Pereira fazem tratamento e levam uma vida normal. “Elas tiveram a opção que eu não tive por desconhecer a HF“, completa.

    A cardiologista Tânia Martinez explica que 50% dos membros de uma mesma família com HF tem possibilidades de ter a doença. “A Hipercolesterolemia Familiar é uma alteração genética que causa altos níveis de LDL desde muito cedo. Se os valores de colesterol total forem maiores ou iguais a 310mg/dL (adultos) ou 230mg/dL (crianças), ou se os valores do colesterol “ruim”, LDL, estiverem acima de 190mg/dL deve-se suspeitar da HF“, esclarece Tânia. Os valores considerados ideais são abaixo de 100mg/dL para o LDL e acima de 60mg/dL para o HDL, ou “colesterol bom“.

    SOBRE A AHF

    A primeira Associação de Pacientes com Hipercolesterolemia Familiar do Brasil foi criada em 21 de maio de 2014. O objetivo é informar a sociedade em geral sobre esta doença tão perigosa e ainda pouco conhecida no país.

    O site www.ahfcolesterol.org, de acesso livre, permite o usuário encontrar matérias e artigos relacionados à doença, campanhas que estão sendo feitas e inscrição online dos interessados.