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      Deputada Analice Fernandes e secretário de Saúde, David Uip

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      Deputada Analice participa da Comissão de Saúde.

    Início dos testes clínicos da vacina contra dengue é comemorado

    O secretário estadual da Saúde, David Uip, disse que a terceira fase do desenvolvimento da vacina contra a dengue pelo Instituto Butantan pode mudar a história do mundo. A declaração foi feita nesta terça-feira, 23 de fevereiro, na reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, que ouviu a exposição do secretário sobre as metas e execução dos programas a cargo de sua pasta no último quadrimestre.

    “Acreditamos na competência do Instituto Butantan e estamos muitos esperançosos”, disse a deputada Analice Fernandes, que é membro da Comissão de Saúde e participou da reunião.

    A terceira e última fase de testes clínicos da vacina em voluntários começa a ser desenvolvida pelo Instituto Butantan, nesta semana, em parceria com o National Institutes of Health (EUA). Segundo Uip, a vacina em teste pode proteger as pessoas, com uma única dose, contra os quatro tipos de vírus da dengue.

    Os estudos começam com 1,2 mil voluntários recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas devem atingir ao todo 17 mil em 13 cidades, situadas nas cinco regiões do país. De cada três voluntários, dois vão receber a vacina. O terço restante vai receber placebo, com o objetivo de se confirmar se os que tomaram a vacina ficaram protegidos da doença. O prognóstico é que o Instituto Butantan comece a distribuir a nova vacina em 2018, com capacidade de produção de 1 bilhão de doses.

    Os investimentos para o desenvolvimento dos estudos devem somar R$ 300 milhões. O Ministério da Saúde vai investir R$ 100 milhões, e a outra parte dos recursos previstos deve vir do Ministério da Ciência, Tecnologia, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Os números da pasta

    David Uip apresentou aos membros da comissão os números da pasta que dirige. Segundo ele, em 2015, o total da despesa foi de R$ 14 bilhões, o equivalente a 12,5% da receita líquida. Foram realizados 395 mil atendimentos hospitalares e 156 milhões procedimentos ambulatoriais.

    O secretário também sublinhou que a cobertura da saúde complementar no Estado de São Paulo se retraiu no período, fixando-se em 42% da população. Cerca de 266 mil pessoas deixaram de ser beneficiadas por planos de saúde privados entre dezembro de 2014 e setembro de 2016. O que representa um acréscimo da demanda por serviços do sistema público de saúde.

    Uip detalhou informações sobre os programas Pró Santas Casas e Santas Casas SUStentáveis. Em relação a este último, ele afirmou que o primeiro ano de aplicação do programa resultou na melhora sensível dos serviços prestados pelas instituições que aderiram ao programa, especialmente os estabelecimentos estratégicos, que oferecem atendimento de alta complexidade. Ele atribui o êxito da iniciativa aos métodos de avaliação baseados em indicadores de gestão e de qualidade.

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